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Multiplex Iguatemi tem sessões suspensas

Autor: A Tarde - 10/03/2007

Uma disputa judicial entre o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais, o ECAD, e o exibidor Multiplex Iguatemi resultou na suspensão de todas as sessões de cinema desta sexta-feira. Não há previsão de retorno à normalidade. As vendas pela internet também foram suspensas no início desta tarde. No site do Shopping Iguatemi, na página que divulga a programação das salas (www.iguatemisalvador.com.br), um aviso informa sobre a interrupção. A orientação dada pelo exibidor para este fim-de-semana é que o público consulte o website e leia o aviso antes de sair de casa.

A exibidora foi proibida de projetar filmes com áudio sob pena de ter seus equipamentos sonoros lacrados caso descumprisse a decisão da Justiça. O Multiplex Iguatemi, uma joint-venture (associação de empresas não definitiva) formada pela companhia americana UCI (United Cinemas International) e a baiana Orient Filmes, recorreu da decisão no Tribunal de Justiça do Estado da Bahia e o recurso já está sendo apreciado, conforme comunicado ao público.

O comunicado foi fixado nas bilheterias e nos murais distribuídos pelo hall do complexo, no terceiro piso do Shopping. As bilheterias permaneceram fechadas durante toda a sexta-feira e nenhum funcionário da empresa foi autorizado a fornecer maiores informações.

De acordo com o gerente geral do Multiplex Iguatemi, Jorge Teixeira, o conflito entre as exibidoras e o ECAD é nacional e antigo. O escritório cobra um percentual pré-estabelecido sobre a bilheteria e distribui o valor arrecadado entre músicos e compositores das trilhas sonoras dos filmes. Ocorre que as exibidoras não concordam com o percentual por considerá-lo alto. “É um valor exorbitante”, comentou Teixeira, que não quis revelar o montante.

Em comunicado divulgado à imprensa nesta sexta-feira à noite, em nome da UCI-Orient Filmes, a empresa informa ainda que “respeita as decisões do Judiciário e espera que a Justiça seja feita, permitindo que as sessões possam logo voltar a realizar-se no interesse social maior e no próprio interesse de eventuais direitos autorais; eis que sem exibição não há bilheteria e, sem bilheteria, não há direitos a serem pagos a músicos ou gravadoras”.

Por volta das 19h, a reportagem do A TARDE ON LINE tentou entrar em contato com o Ecad, mas tanto no escritório de Salvador quanto na sede, no Rio de Janeiro, o expediente já estava encerrado.

Desavisados – Os espectadores foram pegos de surpresa. Muitos decidiram ir para um outro shopping ou voltar para casa. “Acho estranho. Salvador tem poucas opções culturais e isso só piora o cenário. Ficamos sem ter o que fazer em plena sexta-feira”, comentou a terapeuta Luciana Silva, que foi ao Shopping exclusivamente para assistir a um filme. Para a secretária Rosana D´Alessandro, o Multiplex deveria anunciar o ocorrido na televisão e orientar previamente seus freqüentadores. “Eu iria ver um filme que me indicaram e não posso mais”, reclamou.

O ator Joilson Nunes estranhou o fechamento das salas. "Isso é um absurdo. Os filmes são montados, entram em circulação e depois de tanto tempo em exibição é que acontece um bloqueio desse tipo, prejudicando a população", disse, antes de voltar para casa. "Não vou fazer mais nada. Vou ler um livro ou ouvir música."

O Multiplex Iguatemi é um complexo de cinemas composto por 12 salas com um total de 2.500 poltronas. Trata-se do maior circuito de cinema da Bahia, onde circulam, em media, cinco mil pessoas por dia. A gerência geral da exibidora preferiu não divulgar o prejuízo gerado pela suspensão.

Lilian Caramel

Rodrigo Moraes

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