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Ecológico e Social, algodão colorido da Paraíba busca registro no INPI

Autor: INPI

Ao iniciar o processo de indicação geográfica no INPI nesta segunda-feira, dia 27 de julho de 2009, os responsáveis pelo algodão colorido da Paraíba apresentaram mais do que um produto diferenciado (e colorido naturalmente): a idéia é aliar os aspectos ecológico, social e regional na produção de roupas e acessórios. E eles ainda possuem uma vantagem: o produto é antialérgico, pois os tecidos não precisam ser tingidos.

A certificação daria um impulso extra aos produtos têxteis feitos com o algodão colorido naturalmente, já vendidos em 150 locais no Brasil e 11 países, incluindo Estados Unidos, Japão, Itália e Austrália.

- Com a IG, pretendemos estimular a economia local e resgatar a memória da Paraíba na produção do algodão, mas com um olhar diferenciado, incluindo as preocupações social e ecológico – comentou Maysa Gadelha, diretora da Coopnatural, a cooperativa responsável pelos produtos com algodão colorido.

Por sinal, toda a cadeia produtiva está organizada no sistema de cooperativa. Cerca de 230 famílias em 25 cidades da Paraíba cultivam o algodão, cuja cor se deve à genética deste produto tradicional no estado nordestino. A venda do algodão gera mais de R$ 420 mil em renda para as famílias a cada ano.

Vale lembrar que toda a produção é feita sem agrotóxicos, o que garante o aspecto ecológico. A capacitação técnica dos envolvidos e a geração de renda asseguram o caráter social ao projeto. Finalmente, a expansão do negócio contribui para retomar a tradição da Paraíba na produção de algodão: a região de Campina Grande já chegou a ser a segunda maior exportadora mundial do produto.

- Mais de 80% das terras do estado já foram ocupadas pelo algodão, mas este percentual caiu para 50%. E nada substituiu a força econômica do produto na Paraíba – analisou Maysa Gadelha.

A partir de agora, o pedido será analisado pela Coordenação-Geral de Outros Registros, da Diretoria de Contratos de Tecnologia e Outros Registros do INPI. A coordenadora-geral da área, Maria Alice Calliari, festeja o interesse crescente pela IG (este é o quarto pedido em 2009, mesmo número de 2008 inteiro) e ressalta seu diferencial:

- A indicação geográfica é fundamental para a valorização dos produtos regionais e para a busca de novos mercados – disse.

De olho na Denominação de Origem

Em mais uma demonstração deste interesse crescente, Maria Alice Calliari esteve, entre os dias 22 e 23 de julho, em Carmo de Minas (MG), num evento com produtores de café da Serra da Mantiqueira. Eles estudam a possibilidade de transformar um pedido de Indicação de Procedência (IP), modalidade da IG que apenas relaciona o produto à região, e que foi a mesma solicitada pelo algodão da Paraíba, numa Denominação de Origem (DO), quando se consegue provar que as características do produto se devem essencialmente aos aspectos geográficos ou humanos.

Atualmente, o Brasil possui seis indicações geográficas protegidas: o Vale dos Vinhedos (RS), para o vinho; o Pampa Gaúcho da Campanha Meridional (RS), para a carne; o Cerrado Mineiro (MG), para o café; Paraty (RJ), para a cachaça; o Vale dos Sinos (RS), para a cachaça; e o Vale do Submédio São Francisco (BA/PE) para as uvas e mangas.

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