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Pirataria fecha mais de 600 videolocadoras em Salvador

Autor: A TARDE

Uma queda de 40% no mercado de aluguel de DVDs em Salvador levou ao fechamento de mais de 600 videolocadoras nos últimos dois anos. O número de videolocadoras estimado em 700 lojas na cidade, dois anos atrás, hoje não ultrapassa 30 empresas, segundo Paulo Rogério Oliveira, no ramo há 22 anos, proprietário da M1 Vídeo e membro da Associação Baiana das Empresas de Vídeo (ABEVídeo). A perspectiva de melhora nesse setor fica cada vez menor, com o avanço da pirataria, visível nas ruas de Salvador e nos municípios do interior do Estado.

O enxugamento do setor é nacional. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Vídeo mostram que das 12 mil lojas abertas no País em 2007, apenas três mil sobreviveram à invasão dos DVDs piratas. “O setor, que já empregou 75 mil pessoas, hoje emprega cerca de 22,5 mil”, lamenta Paulo Rogério Oliveira.

A pirataria em Salvador também repercute no número de lançamentos que chegam às poucas locadoras que restam. Se antes, chegavam, por mês, em média novos 180 DVDs, este número hoje não ultrapassa 50. Estes já nem concorrem mais com o DVD vendido no camelô, a agilidade da reprodução já permite a concorrência direta com os filmes que estreiam nos cinemas.

As locadoras maiores, e localizadas em bairros nobres, sofrem menos com o problema. Já Nailton dos Santos, conhecido como Seu Careca, no bairro da Liberdade, quase fechou as portas. Há 15 anos no setor, o empresário mostra o restante dos títulos que tem para vender, após decidir investir apenas no aluguel de DVDs evangélicos.

“Mudei para o evangélico, porque os piratas ainda não concorrem diretamente comigo”, conta Santos. O empresário chegou a ter mais de mil títulos para alugar e agora mantém em paralelo aos DVDs evangélicos a venda de bíblias e outros artigos religiosos. “Alugando DVDs originais, só tem eu e mais uma. No auge, o valor do aluguel chegou a R$ 2,50. Agora, não passa de R$ 1,50”, informa Nailton dos Santos.

Internet – Gui Ferreira, proprietário da Vídeo Hobby, mostra no computador as cópias de filmes piratas baixados na internet. “São perfeitos”, diz. Além da concorrência com o comércio informal, muitos clientes deixaram de frequentar as lojas em decorrência dos downloads. Ele conta que houve uma redução de cerca de 40% dos clientes.

De 2007 para cá, o empresário fechou uma loja no Itaigara, diminuiu o período de funcionamento da loja da Manoel Dias da Silva, na Pituba, que antes ficava aberta 24 horas, e mudou a locadora da Graça de endereço.

Dados da Associação Brasileira das Empresas de Vídeo mostram que a área já empregou 75 mil pessoas. “Reduzi meu quadro de funcionários em 30%”, conta Gui Ferreira

Para todos os empresários, há ainda um descaso do poder públicos sobre a situação. “As ações são praticamente inexistentes. Os órgãos municipais e estaduais não têm feito ações para combater a pirataria”, critica Ferreira.

Apreensões – Dados da Associação Antipirataria Cinema e Música (APCM), que monitora as apreensões em todo o País, mostram que a região com o menor número de recolhimento de DVDs piratas foi o Norte, seguido do Nordeste.

A liderança continua com a Região Sul, com 11.643.891 CDs e DVDs piratas e virgens apreendidos, seguida do Sudeste, com 8.811.693. Em terceiro, aparece o Centro-Oeste, com 2.551.070; em quarto a Região Nordeste, com 1.316.181. E, em último, a Região Norte, com 391.469 mídias piratas retiradas do mercado.

A administradora de empresa Mara Santos costuma alugar de quatro a seis filmes por semana. Ela diz que não concorda com a pirataria. “A qualidade também é muito baixa”, reclama Mara. Os empresários também criticam a postura dos consumidores, que aderem aos produtos mesmo sabendo que os vendedores estão praticando um crime. O programador Edson Gama não nega que fica dividido, mas contesta. Apesar de alugar filmes originais, ele não nega que também compra o pirata em algumas situações. “As locadoras poderiam diminuir o preço do aluguel dos DVDs originais”, diz ele.

São atitudes de rejeição a pirataria como a de Mara, que as autoridades acreditam que podem ajudar a solucionar o problema. Marcelo Tannus, coordenador do grupo de agentes civis pertencentes ao Grupo Especializado na Proteção a Propriedade Intelectual (Geppi), alerta que os consumidores também precisam ver a pirataria como um problema.

Ele conta que o Geppi apreendeu 500 mil mídias piratas, entre CDs e DVDs, só no primeiro semestre deste ano, mas rebate as críticas de empresários. “Temos oito policiais e duas viaturas para cobrir todo o estado da Bahia”.

A participação mais efetiva da sociedade denunciando as locadoras que trabalham com material pirateado também é importantes para a ação do Geppi. “Eles ficam mais escondidos e não temos efetivo para irmos de bairro em bairro em Salvador. Mas se a sociedade denunciar, vamos e apreendemos todo o material”, garante Tannus.

Uma queda de 40% no mercado de aluguel de DVDs em Salvador levou ao fechamento de mais de 600 videolocadoras nos últimos dois anos. O número de videolocadoras estimado em 700 lojas na cidade, dois anos atrás, hoje não ultrapassa 30 empresas, segundo Paulo Rogério Oliveira, no ramo há 22 anos, proprietário da M1 Vídeo e membro da Associação Baiana das Empresas de Vídeo (ABEVídeo). A perspectiva de melhora nesse setor fica cada vez menor, com o avanço da pirataria, visível nas ruas de Salvador e nos municípios do interior do Estado.

O enxugamento do setor é nacional. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Vídeo mostram que das 12 mil lojas abertas no País em 2007, apenas três mil sobreviveram à invasão dos DVDs piratas. “O setor, que já empregou 75 mil pessoas, hoje emprega cerca de 22,5 mil”, lamenta Paulo Rogério Oliveira.

A pirataria em Salvador também repercute no número de lançamentos que chegam às poucas locadoras que restam. Se antes, chegavam, por mês, em média novos 180 DVDs, este número hoje não ultrapassa 50. Estes já nem concorrem mais com o DVD vendido no camelô, a agilidade da reprodução já permite a concorrência direta com os filmes que estreiam nos cinemas.

As locadoras maiores, e localizadas em bairros nobres, sofrem menos com o problema. Já Nailton dos Santos, conhecido como Seu Careca, no bairro da Liberdade, quase fechou as portas. Há 15 anos no setor, o empresário mostra o restante dos títulos que tem para vender, após decidir investir apenas no aluguel de DVDs evangélicos.

“Mudei para o evangélico, porque os piratas ainda não concorrem diretamente comigo”, conta Santos. O empresário chegou a ter mais de mil títulos para alugar e agora mantém em paralelo aos DVDs evangélicos a venda de bíblias e outros artigos religiosos. “Alugando DVDs originais, só tem eu e mais uma. No auge, o valor do aluguel chegou a R$ 2,50. Agora, não passa de R$ 1,50”, informa Nailton dos Santos.

Internet – Gui Ferreira, proprietário da Vídeo Hobby, mostra no computador as cópias de filmes piratas baixados na internet. “São perfeitos”, diz. Além da concorrência com o comércio informal, muitos clientes deixaram de frequentar as lojas em decorrência dos downloads. Ele conta que houve uma redução de cerca de 40% dos clientes.

De 2007 para cá, o empresário fechou uma loja no Itaigara, diminuiu o período de funcionamento da loja da Manoel Dias da Silva, na Pituba, que antes ficava aberta 24 horas, e mudou a locadora da Graça de endereço.

Dados da Associação Brasileira das Empresas de Vídeo mostram que a área já empregou 75 mil pessoas. “Reduzi meu quadro de funcionários em 30%”, conta Gui Ferreira

Para todos os empresários, há ainda um descaso do poder públicos sobre a situação. “As ações são praticamente inexistentes. Os órgãos municipais e estaduais não têm feito ações para combater a pirataria”, critica Ferreira.

Apreensões – Dados da Associação Antipirataria Cinema e Música (APCM), que monitora as apreensões em todo o País, mostram que a região com o menor número de recolhimento de DVDs piratas foi o Norte, seguido do Nordeste.

A liderança continua com a Região Sul, com 11.643.891 CDs e DVDs piratas e virgens apreendidos, seguida do Sudeste, com 8.811.693. Em terceiro, aparece o Centro-Oeste, com 2.551.070; em quarto a Região Nordeste, com 1.316.181. E, em último, a Região Norte, com 391.469 mídias piratas retiradas do mercado.

A administradora de empresa Mara Santos costuma alugar de quatro a seis filmes por semana. Ela diz que não concorda com a pirataria. “A qualidade também é muito baixa”, reclama Mara. Os empresários também criticam a postura dos consumidores, que aderem aos produtos mesmo sabendo que os vendedores estão praticando um crime. O programador Edson Gama não nega que fica dividido, mas contesta. Apesar de alugar filmes originais, ele não nega que também compra o pirata em algumas situações. “As locadoras poderiam diminuir o preço do aluguel dos DVDs originais”, diz ele.

São atitudes de rejeição a pirataria como a de Mara, que as autoridades acreditam que podem ajudar a solucionar o problema. Marcelo Tannus, coordenador do grupo de agentes civis pertencentes ao Grupo Especializado na Proteção a Propriedade Intelectual (Geppi), alerta que os consumidores também precisam ver a pirataria como um problema.

Ele conta que o Geppi apreendeu 500 mil mídias piratas, entre CDs e DVDs, só no primeiro semestre deste ano, mas rebate as críticas de empresários. “Temos oito policiais e duas viaturas para cobrir todo o estado da Bahia”.

A participação mais efetiva da sociedade denunciando as locadoras que trabalham com material pirateado também é importantes para a ação do Geppi. “Eles ficam mais escondidos e não temos efetivo para irmos de bairro em bairro em Salvador. Mas se a sociedade denunciar, vamos e apreendemos todo o material”, garante Tannus.

Uma queda de 40% no mercado de aluguel de DVDs em Salvador levou ao fechamento de mais de 600 videolocadoras nos últimos dois anos. O número de videolocadoras estimado em 700 lojas na cidade, dois anos atrás, hoje não ultrapassa 30 empresas, segundo Paulo Rogério Oliveira, no ramo há 22 anos, proprietário da M1 Vídeo e membro da Associação Baiana das Empresas de Vídeo (ABEVídeo). A perspectiva de melhora nesse setor fica cada vez menor, com o avanço da pirataria, visível nas ruas de Salvador e nos municípios do interior do Estado.

O enxugamento do setor é nacional. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Vídeo mostram que das 12 mil lojas abertas no País em 2007, apenas três mil sobreviveram à invasão dos DVDs piratas. “O setor, que já empregou 75 mil pessoas, hoje emprega cerca de 22,5 mil”, lamenta Paulo Rogério Oliveira.

A pirataria em Salvador também repercute no número de lançamentos que chegam às poucas locadoras que restam. Se antes, chegavam, por mês, em média novos 180 DVDs, este número hoje não ultrapassa 50. Estes já nem concorrem mais com o DVD vendido no camelô, a agilidade da reprodução já permite a concorrência direta com os filmes que estreiam nos cinemas.

As locadoras maiores, e localizadas em bairros nobres, sofrem menos com o problema. Já Nailton dos Santos, conhecido como Seu Careca, no bairro da Liberdade, quase fechou as portas. Há 15 anos no setor, o empresário mostra o restante dos títulos que tem para vender, após decidir investir apenas no aluguel de DVDs evangélicos.

“Mudei para o evangélico, porque os piratas ainda não concorrem diretamente comigo”, conta Santos. O empresário chegou a ter mais de mil títulos para alugar e agora mantém em paralelo aos DVDs evangélicos a venda de bíblias e outros artigos religiosos. “Alugando DVDs originais, só tem eu e mais uma. No auge, o valor do aluguel chegou a R$ 2,50. Agora, não passa de R$ 1,50”, informa Nailton dos Santos.

Internet – Gui Ferreira, proprietário da Vídeo Hobby, mostra no computador as cópias de filmes piratas baixados na internet. “São perfeitos”, diz. Além da concorrência com o comércio informal, muitos clientes deixaram de frequentar as lojas em decorrência dos downloads. Ele conta que houve uma redução de cerca de 40% dos clientes.

De 2007 para cá, o empresário fechou uma loja no Itaigara, diminuiu o período de funcionamento da loja da Manoel Dias da Silva, na Pituba, que antes ficava aberta 24 horas, e mudou a locadora da Graça de endereço.

Dados da Associação Brasileira das Empresas de Vídeo mostram que a área já empregou 75 mil pessoas. “Reduzi meu quadro de funcionários em 30%”, conta Gui Ferreira

Para todos os empresários, há ainda um descaso do poder públicos sobre a situação. “As ações são praticamente inexistentes. Os órgãos municipais e estaduais não têm feito ações para combater a pirataria”, critica Ferreira.

Apreensões – Dados da Associação Antipirataria Cinema e Música (APCM), que monitora as apreensões em todo o País, mostram que a região com o menor número de recolhimento de DVDs piratas foi o Norte, seguido do Nordeste.

A liderança continua com a Região Sul, com 11.643.891 CDs e DVDs piratas e virgens apreendidos, seguida do Sudeste, com 8.811.693. Em terceiro, aparece o Centro-Oeste, com 2.551.070; em quarto a Região Nordeste, com 1.316.181. E, em último, a Região Norte, com 391.469 mídias piratas retiradas do mercado.

A administradora de empresa Mara Santos costuma alugar de quatro a seis filmes por semana. Ela diz que não concorda com a pirataria. “A qualidade também é muito baixa”, reclama Mara. Os empresários também criticam a postura dos consumidores, que aderem aos produtos mesmo sabendo que os vendedores estão praticando um crime. O programador Edson Gama não nega que fica dividido, mas contesta. Apesar de alugar filmes originais, ele não nega que também compra o pirata em algumas situações. “As locadoras poderiam diminuir o preço do aluguel dos DVDs originais”, diz ele.

São atitudes de rejeição a pirataria como a de Mara, que as autoridades acreditam que podem ajudar a solucionar o problema. Marcelo Tannus, coordenador do grupo de agentes civis pertencentes ao Grupo Especializado na Proteção a Propriedade Intelectual (Geppi), alerta que os consumidores também precisam ver a pirataria como um problema.

Ele conta que o Geppi apreendeu 500 mil mídias piratas, entre CDs e DVDs, só no primeiro semestre deste ano, mas rebate as críticas de empresários. “Temos oito policiais e duas viaturas para cobrir todo o estado da Bahia”.

A participação mais efetiva da sociedade denunciando as locadoras que trabalham com material pirateado também é importantes para a ação do Geppi. “Eles ficam mais escondidos e não temos efetivo para irmos de bairro em bairro em Salvador. Mas se a sociedade denunciar, vamos e apreendemos todo o material”, garante Tannus.

Luciana Rebouças l A TARDE

Rodrigo Moraes

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