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Sucesso do Vale dos Vinhedos amplia interesse pela certificação

Autor: INPI

Concedido pelo INPI em 2002, o registro de Indicação Geográfica para o vinho produzido no Vale dos Vinhedos (RS) valorizou o produto, as terras e até o turismo na região de Bento Gonçalves e Garibaldi. Com tanto sucesso, produtores de vinho de outras cidades gaúchas também buscam a proteção, como ficou claro em dois eventos no dia 28 de março, no Rio Grande do Sul, contando com a participação de representantes do INPI.

A coordenadora-geral de Outros Registros do Instituto, Maria Alice Calliari, e os analistas Raul Bittencourt e Lúcia Fernandes, participaram de evento com a Associação dos Vitivinicultores de Monte Belo do Sul (Aprobelo) e da Embrapa, no auditório da cidade, para conhecer os avanços no projeto de indicação geográfica para os vinhos locais. Em seguida, os servidores do INPI se reuniram com a Embrapa e representantes da Associação dos Vitivinicultores de Pinto Bandeira, que também buscam proteção para os produtos da cidade. Há iniciativas semelhantes em Farroupilha e Flores da Cunha.

Todos eles seguem o exemplo do Vale dos Vinhedos, cuja qualidade dos vinhos já foi reconhecida até pela União Européia. Na região, as terras se valorizaram entre 200% e 500% e, segundo dados da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), o número de visitantes na região cresceu 168% entre 2001 e 2007, passando de 45 mil para 120 mil.

- Os produtores perceberam as vantagens concretas da indicação geográfica com o exemplo do Vale dos Vinhedos. E estamos sempre à disposição para acompanhar os projetos e ajudar os empresários nacionais a valorizarem seus produtos – comentou Maria Alice Calliari.

E não são apenas os produtores de vinho que buscam a indicação geográfica. Em janeiro, foram os produtores de arroz do litoral norte gaúcho que entraram com um pedido de Denominação de Origem (DO), uma espécie de indicação geográfica na qual características geográficas influem nas características do produto. Caso tenham sucesso, eles vão conseguir a primeira DO de brasileiros, já que os outros registros, como o do Vale dos Vinhedos, são de Indicação de Procedência (IP), no qual não há necessidade de relacionar o produto com o clima ou a geografia, apenas com o renome da região.

Além do vinho do Vale dos Vinhedos, estão protegidos com a Indicação de Procedência a Região do Cerrado Mineiro, para o café, o Pampa Gaúcho da Campanha Meridional, para a carne bovina, e Paraty (RJ), para a cachaça.

Rodrigo Moraes

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