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Arroz gaúcho pode obter a primeira Denominação de Origem do País

Autor: INPI

Uma história de 150 anos, iniciada pelos imigrantes alemães, pode levar ao reconhecimento de um produto especial: o arroz do litoral norte gaúcho. Nesta segunda-feira, 28 de janeiro, um grupo de produtores da região esteve na sede do INPI, no Rio, para apresentar o pedido de Denominação de Origem (DO). Com o registro, a região pode ter a primeira DO brasileira – certificação que reconhece produtos cujas características se devem essencialmente ao meio geográfico.

No caso do arroz produzido no litoral norte gaúcho, o clima é o principal responsável por um produto mais solto, translúcido e que rende mais, como explica o agrônomo Carlos Nabinger, um dos representantes do grupo:

– O vento constante e a presença de grande quantidade de água na região, devido à proximidade com a Laguna dos Patos e o Oceano Atlântico, são os fatores que criam um clima com temperaturas estáveis e ideais para o cultivo do arroz, ou seja, entre 20 e 25 graus no verão – explicou o agrônomo.

Segundo estimativas, a região produz, anualmente, cerca de 600 mil toneladas de arroz e gera cinco mil empregos diretos, sem contar quase 20 mil empregos indiretos. Com a certificação, a meta é agregar valor ao produto, desenvolver a economia da região e até conquistar novos mercados.

– A Denominação de Origem vai trazer desenvolvimento para a região, que poderá beneficiar o produto e garantir a qualidade. A partir daí, a idéia é trabalhar os diferenciais de marca e design para conquistar espaço em outros países – comentou a coordenadora de agronegócios do Sebrae-RS, Alessandra Loureiro de Souza, que está participando do projeto.

Para a coordenadora-geral de Outros Registros do INPI, Maria Alice Calliari, a iniciativa dos empresários gaúchos revela uma preocupação cada vez maior com a proteção dos diferenciais regionais:

– A apresentação deles foi muito clara e fundamentada. As pessoas estão percebendo que a indicação geográfica gera valor para os produtos e, por isso, buscam esta proteção – comentou Maria Alice.

Se tiverem sucesso, os produtores do litoral norte gaúcho vão seguir o exemplo de três Denominações de Origem européias: os vinhos da Franciacorta, na Itália, e os da Região dos Vinhos Verdes, em Portugal, além do cognac da França. Todas elas estão protegidas no Brasil, pois provaram que possuem qualidade única devido às características geográficas locais.

O Brasil tem quatro certificações de Indicação de Procedência (IP), modalidade de Indicação Geográfica que, diferente da DO, delimita uma área conhecida pela fabricação de certos produtos, mas sem relação direta com o meio geográfico. São elas: o vinho do Vale dos Vinhedos (RS), o café do cerrado (MG), a carne do Pampa Gaúcho (RS) e a cachaça de Paraty (RJ). Em todos os casos, os produtos se valorizaram com a certificação.

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