Rodrigo Moraes - Advocacia e Consultoria em Propriedade Intelectual

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Entrevista

Publicada em 27/07/2014

Wesley Rangel

Wesley Rangel é, antes de tudo, precursor. Sua história pessoal se confunde com a própria história da profissionalização da música baiana. Formado em Administração de Empresas e Direito, representante da SOCINPRO em Salvador, Rangel é pioneiro na criação e consolidação do mercado da música baiana. Seu famoso estúdio WR, criado em 1975, no sexto andar do edifício A Tarde, na Praça Castro Alves, teve o intuito inicial de gravar jingles para o mercado publicitário. Em 1980, a WR cresceu e se mudou para a Rua Manoel Barreto, no bairro da Graça, formando uma banda com talentosíssimos profissionais: Luiz Caldas (arranjos, guitarras e vocais), Cesinha (bateria), Carlinhos Marques (baixo e vocal), Alfredo Moura (teclados e arranjos), Carlinhos Brown e Tony Mola (percussão), Silvinha Torres e Paulinho Caldas (vocais). Esse grupo, a partir de 1984, formou a lendária Banda Acordes Verdes. Em 1985, no estúdio WR, foi gravado o LP "Magia", disco emblemático de Luiz Caldas, que deflagrou o que viria a ser chamado de “Axé Music”. A partir de 1985, a WR passou a gravar inúmeros artistas da música baiana. Nesta entrevista, Wesley Rangel analisa sua trajetória, o mercado fonográfico brasileiro, questões ligadas ao Direito Autoral e ao mercado da música.

Rangel, a WR nasceu em plena Praça Castro Alves, que "é do povo como céu é do avião", nas palavras de Caetano Veloso ("Um frevo novo”). Foi na Praça Castro Alves que a WR ouviu sua vocação para a música carnavalesca? Conte-nos um pouco sobre os publicitários baianos, hoje famosos, que começaram suas carreiras com produções realizadas na WR.

Em 75, quando abrimos o estúdio no prédio do Jornal A TARDE, na Praça Castro Alves, meus sócios Pedrilson Adorno e José Tibério tinham alguma experiência na área de publicidade e resolvemos montar um pequeno estúdio com equipamentos semiprofissionais na proposta de gravarmos spots, audiovisuais e locuções em geral com trilhas extraídas de discos.

Em 76, resolvemos gravar nossas próprias trilhas e jingles envolvendo músicos profissionais, quando montamos um “power-trio”,  com Toninho Lacerda nos teclados, Carlinhos Marques nos vocais, cordas e baixo, e Leléu na bateria, além de Silvinha Torres como primeira solista da WR, Paulinho Andrade nos arranjos e sax, Vevé Calazans e Gerônimo nas composições.

Naquele momento comecei a me envolver diretamente na técnica e produção, utilizando minha experiência adquirida na Filarmônica  de Macaúbas-Ba, na Igreja Congregacional de Feira de Santana, onde tive contato com Órgão, Canto Coral, duo de sax e clarinete e, finalmente, como cantor de um quarteto vocal evangélico aqui em Salvador, além de reger em algumas ocasiões o coral da Igreja Batista 2 de Julho, onde cantava como baixo. Nessa empreitada como produtor de jingles e trilhas para publicidade, tive o prazer de conviver com diversos profissionais de primeira linha, como Sérgio Amado, Sidney Rezende, Cláudio Barreto, Geraldão e Rômulo da DS2000,  Bonfim e Fernando Barros da Propeg, Duda Mendonça, um dos meus primeiros clientes, e Nizan Guanaes, da Dm9, Fernando Carvalho, da Publivendas, Fernando Passos, Carlos Sarno e Berne, da  Engenho, além de tantos outros grandes profissionais que frequentavam a WR diariamente para acompanhar suas produções.

Formamos diversos profissionais da locução, tornando-os aptos para exercerem a profissão nas rádios, entre eles Bichara, Baby Santiago, Valdir Coelho, Carlos Alberto, Oliveira Rangel, Andrezão, Ewerton Matos, Jorge Cunha, Leonardo, Rivaldo, Isa, Cristina Barude, Dina Rachide, Luzia Santana, Aline Menezes, Kátia Guzzo, Jefferson Beltrão, entre muitos outros que ainda continuam atuando nessa área.

Além desses profissionais, trabalhei com grandes compositores, como Toninho Lacerda,  Ayeska Larcerda, Vevé Calazans, Gerônimo, Carlos Pita, Dito, Ricardo Luedy, Renato Fechine, Walter Queiroz, Jorge Zarath, Edil Pacheco, Chocolate da Bahia, Panela e Garrafão, Jarbas Veiga, um misto de compositor, técnico, produtor e gerente.

Grandes técnicos também tiveram atuação destacada na WR e marcaram seu nome no cenário musical nacional, como Nestor Madrid, Bocha Cabellero, Marcelo Machado, Marcelão, Marco Aurélio Tourinho, Walter, Faustão, Fernando Gundlach, Ivanísio Ramos, Sergio, Chocolate, Gedilson e vários outros.

Para completar esse time de vencedores, formamos em nossos estúdios os maiores músicos e arranjadores de música baiana, tais como Toninho Lacerda, Alfredo Moura, Gerson Silva, Luizinho Assis, Radamés Venâncio, Paulo Adashi, André Santana, Marcelo Moura, Mikael Mutti, Robson Nonato, Rambo, Flavio Morgade, Mercelinho Oliveira, Adson Santana, e  Luan Almeida como Arranjadores e tecladistas, Carlinhos Marques, Marcelo Rocha, Dell, Luciano Calazans como baixistas, Leleu, Cesinha, Guimo, Júlio Cesar e Walmar como bateristas, Luiz Caldas, Paulinho Caldas, Silvinha Torres, Angela Loppo, Tita Alves, Dalmo Medeiros, Guto, Juciara Carvalho, Nilce, Karine, Aline Barreto nos vocais, Luiz Caldas, Nino Moura, Vevé Calazans, Renato Fachine, Sérgio Rocha e Jackson Almeida como excelentes guitarristas além de Carlinhos Brown, Tony Mola, Ivanzinho, Bastola, Erique Anderson, Titi, Ratinha, Onça como percussionistas.

Com o avanço da música baiana surgiram também grandes produtores musicais que profissionalizaram ainda mais o mercado da música baiana, tais como Ricardo Cavalcanti, Jonga, Roberto Santana, e aqueles que nasceram na WR como Nestor Madrid, Bocha Cabalero, Ramiro Mussoto, Renato Fechine,  Marcelão, Marco Aurélio Tourinho, Apu, Robson Nonato, Radamés Venâncio, Mikael Mutti, Alfredo Moura, Luizinho Assis, Carlinhos Brown, hoje nomes respeitados no cenário internacional.

Fala-se, há alguns anos, numa crise da Axé Music. Você enxerga um enfraquecimento desse setor musical? Por quais razões?

Todo mercado precisa de dois fatores fundamentais para continuar existindo: o primeiro é acreditar em seu produto e torná-lo cada vez mais único, evitando os clones, as influências externas, tornando-se cada vez mais uma matriz a ser copiada e admirada.

Essa foi a primeira preocupação quando iniciamos nossas produções na música baiana. Nenhum artista que eu produzi tinha relação de semelhança com outro.

Como exemplo, posso citar os sambas que acompanhei – É O TCHAN, Gang do Samba, Terra Samba, Cia do Pagode, Raça Pura e outros. Todos tiveram suas identidades preservadas, enquanto trabalhei na direção fonográfica desses produtos: Luiz Caldas, Banda Reflexus, Chiclete com Banana, Asa de Águia, Olodum, Timbalada, Daniela Mercury, Edson Gomes, Araketu, Muzenza, Filhos de Gandhy, Babado Novo após o primeiro DVD, As Meninas, não guardam semelhanças entre si, pois o importante foi preservar identidades.

O segundo é fugir dos preconceitos e principalmente das críticas mal intencionadas de jornalistas que nada entendem da música baiana. Podem até entender de Rock, Pop, Forró, música Romântica, mas a Axé Music tem características muito próprias, com misturas rítmicas bem acentuadas, causando estranhamento para alguns que estão procurando identidades externas ao nosso meio. No axé não temos preocupação em fazer o merengue, a salsa, o samba, o flamengo, mas, misturamos todas essas vertentes em nossa percussão com o cuidado de torná-las um novo produto, com uma nova linguagem e também com o nosso sotaque.

O pior é que esse preconceito existe em maior intensidade entre os profissionais da Axé Music e o mercado jornalístico local. Os demais mercados no Brasil e no Exterior continuam consumindo nossas músicas como uma opção importante e inovadora de produção no mundo da música internacional, pois eles não apresentam nada de inovador nesse momento.

Enquanto a WR estava contribuindo diretamente para formação desse mercado, podendo influenciar nas produções, fazer produtos exclusivos foi sempre o nosso norte.

Entretanto, o que temos acompanhado após o surgimento de mais de 300 estúdios caseiros, é uma total falta de personalidade nas produções baianas. Muita influência de diretores de gravadoras, músicos fazendo o papel de produtor musical sem nenhuma experiência, surgimento cada vez mais de clones.

Hoje o músico que se arvora de produtor grava um disco “tipo” Ivete, Cliclete, Asa, Olodum, Banda Mel, Netinho, Timbalada, e o mercado, por sua vez, fica sem novidades, portanto, mais pobre.

Do Harmonia do Samba, a banda mais perene da Bahia, vários clones surgiram, o que implicou na criação de diversas bandas do atual movimento do pagode baiano, cada vez mais perdido.

Acredito que o PSI sempre buscou sua identidade na forma de expressão e interpretação. A criatividade do seu cantor Marcio Victor como percussionista tem buscado diferenciar seu produto e por isso tem sobrevivido dignamente. 

Esse cenário, somado ao maior problema da música baiana, que é o denominado “dono de banda” que se arvora de produtor, diretor, coreógrafo etc., causando os “rachas” entre seus componentes, onde aqueles que se destacam procuram imediatamente a sua carreira solo que em alguns poucos casos são bem sucedidas, mas que, na maioria das vezes, não tem preparo e grana para investimentos em divulgação e produção, ficando fadados ao fracasso.

Todos esses fatores somados com a falta de espaço na mídia para os novos produtos que sempre oxigenaram o mercado, o axé vem sofrendo um terrível declínio no seu prestígio, distanciamento do seu público e uma forte pressão negativa dos mercados de shows e divulgação.

No mercado do sertanejo, como exemplo, aqueles que se destacaram, criaram seus eventos, a exemplo de Fernando e Sorocaba e se transformaram em empresários, apoiando os novos lançamentos, novos produtos motivando o crescimento do setor.

Apesar desse lado positivo, o sertanejo sofre com falta total de criatividade, vivendo de versões de músicas românticas importadas e copiando o que tem de bom do nosso Arrocha, Bandas de Forró e utilizando os modelos rítmicos baianos em seus “carnavais fora de época”, com raras exceções.

Em sua opinião, qual outro estilo musical, trabalhado midiaticamente, teria possibilidade de obter sucesso em âmbito nacional?

O maior sucesso do mercado baiano, afora o axé, foi o reggae de Edson Gomes, que considero o maior reggae-man do Brasil. Temos Sine Calmon, Isaac Gomes, Nengo Vieira, Adão Negro entre outros que formam um grupo potencial para o sucesso, em especial o reggae do recôncavo.

No momento, isto é, nos últimos dez anos, o Arrocha tem ocupado seu espaço nas cidades de Interior da Bahia e Nordeste, tendo atualmente conquistado o Brasil com Pablo, que vence as barreiras do Sul e influencia diretamente o Sertanejo Universitário, emprestando seus sucessos para regravações e shows. Isso acontece quando Palblo, cada vez mais profissional, aprimora suas produções na WR onde gravou seus dois últimos CDs e DVDs.

Além do reggae e do Arrocha, surgem no cenário baiano as bandas de Forró com o crescimento de Adelmário Coelho, Zelito Miranda, Estakazero e Cangaia de Jegue, que vêm acertando em algumas músicas ao fazerem sucesso na voz de alguns sertanejos, a exemplo de “Ai se eu Te pego”, com Michel Teló.

O cenário de Rock tem lutado para conseguir seu espaço, mas precisamos de um produto mais exclusivo como um Raul Seixas, que conquistou o Brasil com uma linguagem simples, mas original. Ainda temos a tendência de copiar nessa área, o que acabou limitando o crescimento do setor.

Algumas exceções como Cascadura, Scambo, Vivendo do Ócio e Maglore, atualmente procurando espaço em São Paulo, Camisa de Vênus, Retrofoguetes, tentam encontrar sua linguagem e mantêm um público pequeno, mas fiel.

O que deixou de ser feito para permitir a proliferação de um estilo musical de péssima qualidade, que se ouve hoje em algumas rádios locais, e que envergonha muitos artistas baianos?

Tenho muitas dúvidas quando envolvemos preconceito no julgamento de uma música ou de qualquer estilo musical. Fui preconceituoso quando gravei “na boquinha da garrafa” devido à dança, e ainda hoje é uma das músicas mais executadas em outros países principalmente no Leste Europeu. Foi um grande sucesso no Brasil com a explosão do É O TCHAN.

Outra canção que fui contra gravar, devido ao apelo sensual da letra, foi Chupa Toda, que ainda é sucesso em todos os carnavais, além de ser cantada por Gil, Bono Vox, Ivete Sangalo e todos os artistas baianos.

Entretanto, o Funk carioca acabou influenciando algumas bandas de pagode baiano, que despencou para a sexualidade e agressão à mulher, e, apesar de não aprovar, acredito que fez uma legião de seguidores, principalmente nos bairros populares e nas cidades do interior.

A Emenda Constitucional nº 75/2013 incluiu fonogramas e videofonogramas musicais e lítero-musicais no rol de imunidade tributária trazida pela Constituição Federal. Você acredita que tal medida é suficiente para combater a generalizada pirataria que assola no País?

Fechar a porta depois que o ladrão já levou tudo é uma prática comum em nosso País.

Hoje, nada do que venhamos fazer vai resolver o problema da pirataria no Brasil.

Essa imunidade seria interessante, para que as gravadoras que ainda continuam atuando pudessem utilizar esses recursos na divulgação do artista, que ainda depende da mídia para sobreviver. A internet, as redes sociais começam a ser a opção mais viável e barata para divulgação de novos Artistas, mas ainda assim o investimento em rádio, Televisão e Shows são fundamentais para tornar o produto conhecido.

A Emenda 75/2013, que modifica a alínea “e” do inciso VI do Art.150 da Constituição de 88, editada em 16/10/2013, traz poucas novidades e praticamente nenhum instrumento que seja útil no combate à pirataria, pois os Cds ou qualquer mídia de leitura ótica a laser não estão isentas de tributação na qualidade de produto industrializado. Portanto, só resta a comercialização pela internet, única saída atual das gravadoras, que, por conta da crise, remuneram cada vez menos os intérpretes pela venda de arquivos digitais.

Como você enxerga a mentalidade de parte da juventude brasileira, que prefere “baixar” gratuitamente músicas na Internet, mesmo quando o disco não é disponibilizado de modo gratuito pelo artista? Como mudar isso?

A pirataria, principalmente no caso brasileiro, como a corrupção e a malversação dos recursos públicos, se tornaram vertentes fortemente arraigadas na cultura nacional. Hoje, não apenas os jovens, mas qualquer cidadão de qualquer classe social ainda cultua a máxima da Lei do Gerson, de “levar vantagem em tudo”. São raríssimas as exceções.

Por isso devemos lutar pelos rendimentos arrecadados pelo ECAD, provindos da execução pública dos fonogramas nas rádios, Tvs, bares, casamentos, aniversários, shows etc., pois atualmente é o que resta aos intérpretes e aos autores.

Fortalecimento das sociedades administradoras dos diretos do autor, com independência dos poderes públicos e fortalecimento da produção artística com o apoio dos órgãos oficiais de cultura, aprovando projetos muito mais pela qualidade do produto e currículo dos seus integrantes do que pelo valor venal apresentado.

Hoje os editais do Estado, e até mesmo no âmbito do Governo Federal, não contemplam a maturidade artística, o currículo dos propositores, produtores e equipe técnica. Apenas distribuem, entre seus apadrinhados, valores que comprometem totalmente a qualidade das produções, como se fossem editais para compra de geladeira.

O saudoso advogado e poeta José Borba Pedreira Lapa entrou na área do Direito Autoral por causa de sua pessoa, Rangel. Conte-nos um pouco a sua amizade com esse grande jurista, que tinha um enorme carinho por você.

Conheci meu querido poeta Pedreira Lapa quando estudava Direito na Católica e ele era professor. Não tive o prazer de conviver com ele no ambiente letivo, mas o destino me presenteou com sua amizade quando ele procurava parceiro para musicar seus poemas.

Acabei construindo uma parceria duradoura e de extrema afinidade ente ele e o multi-instrumentista Carlinhos Marques, com quem acabou comungando estilos bem próximos, advindos do sentimento do poeta somado à sensibilidade do músico.

Em nossa prazerosa, mas breve convivência, ele me confessou que sua atuação, naquele tempo ainda pequena, no Direito Autoral, passava muito mais por sua experiência em Direito Civil, onde atuava com maestria, do que pela própria matéria específica.

Acredito que a admissão do competente profissional Rodrigo Moraes, para seu escritório na época, foi o elemento catalisador para afinar o interesse do meu querido Lapa por essa área do Direito tão pouco conhecida na Bahia.

Muito se perdeu em valores reais, nas diversas áreas dos direitos do autor, intérpretes e conexos nos primórdios da Axé Music,  pois os profissionais conhecedores dessa área estavam concentrados nas praças do Rio e São Paulo, assessorando as gravadoras, que acabaram  promovendo uma verdadeira farra com os recursos dos profissionais da música considerada regional.

Os direitos do produtor, por exemplo, peça fundamental na criação de novos projetos artísticos, foram os primeiros recursos a serem apropriados pelas gravadoras, que recebem esses valores como produtores fonográficos, desfalcando o profissional executante.

O que você diria para os novos artistas que iniciam suas carreiras musicais? Qual principal dica daria para uma carreira longeva?

Paciência e persistência são as principais alternativas para qualquer empreendedor. Mas de nada adianta essa atitude se não buscar o conhecimento específico do seu setor.

Não se pode abraçar uma carreira profissional sem se preparar na sua teoria e sua prática. Cantor com voz afinada, corpinho de violão, cabelinhos bem penteados e figurinos da moda não chegam a lugar nenhum, se não trabalharem diariamente no conhecimento de repertório, história da música, intérpretes, ritmos, instrumentos, técnicas de palco, cenografia, dança e, principalmente, criarem resistência física para suportar longas horas de estrada, vôos, aeroportos e ter muita paciência com seu público.

Criar e respeitar sua identidade musical também é fundamental para que o artista tenha aceitação, pois estamos lotados de clones, que não acrescentam nada ao cenário musical. Produtores de péssima qualidade não sabem reconhecer um talento e desenvolvê-lo adequadamente, pois eles só sabem fazer o que já existe e isso não traz nenhum benefício para o cantor e muito menos para o mercado.

A carreira artística não é uma brincadeira, requer muita disciplina, dedicação exclusiva, busca diária de novas formas de expressão e definição correta do seu estilo.

O cantor precisa estudar, saber falar com propriedade, desenvolver o conhecimento de outras línguas e principalmente conhecer sua voz e suas tonalidades. O conhecimento de harmonia e a técnica de um instrumento musical também são fundamentais para a sua longevidade como Cantor.


Site da WR/BAHIA: www.wrbahia.com.br 
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Tel: 71.3331.779971.3331.7799/3497.4744/9238.2802



Rodrigo Moraes

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